quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Insegurança prejudica a saúde

Carel Weight, The Freinds, 1968

O modo como nos ligamos aos outros, tem efeitos sobre a nossa saúde não só psicológica mas também geral.
Lachlan McWilliams da Acadia University (Canadá), parece ter encontrado a ligação possível nestes dois domínios, ao analisar os três tipos de relações de apego - o seguro, o evitante e o ansioso - e os indicadores de saúde, tais como o risco de acidentes vasculares cerebrais, ataque cardíaco e pressão arterial.

Os resultados a que chegou, apontam para que as pessoas que têm dúvidas sobre os outros, não gostam de ficar perto deles e não confiam (apego evitante), assim como as pessoas que querem chegar perto de outros, mas tem receios sobre a rejeição (apego ansioso), têm mais risco de contrair AVC, ter ataques cardíacos e pressão arterial elevada.

Fazem-me sentido os resultados do estudo, se considerarmos com base em John Bowlby que, existe uma ligação entre as experiências da infância e a capacidade posterior para estabelecer vínculos, e na vida adulta “certas variantes comuns dessa capacidade, manifestando-se em problemas conjugais e em dificuldades com os filhos, assim como nos sintomas neuróticos e distúrbios de personalidade”*, nos casos em que não foi possível criar a confiança nos outros e o conforto nas relações próximas e intimas.

Suspeito que as pessoas que insistem em aguentar firme sem pedir ajuda e em fazerem tudo sozinhas – autoconfiança compulsiva - também podem apresentar estes problemas de saúde. Nestas, tal como nos casos de pessoas com ligação ansiosa, “é provável que exista muito ressentimento subjacente …e também muito anseio inexprimido de amor e apoio.”*

Para saber mais sobre o referido estudo, aceda aqui.

*John Bowlby, Formação e rompimento dos laços afectivos, Martins Fontes

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