terça-feira, 22 de março de 2011

Longevity Project



Howard Friedman, da Universidade da Califórnia, e Leslie Martin (Universidade La Sierra, também na Califórnia) realizaram um estudo que acompanhou 1500 crianças ao longo de 20 anos, isto é, até à idade adulta. Tratava-se com este estudo, perceber quais são os factores que determinam a longevidade e a saúde individual - o Longevity Project.
As descobertas encontram-se no livro: The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Longlife from the Landmark Eight-Decade Study.
Do artigo sobre este assunto, publicado no Jornal Publico da autoria de Ana Gerschenfeld, retirei algumas conclusões a que chegaram os investigadores:

Sobre o trabalho:
"Os homens mais motivados, que trabalhavam mais e que tinham mais sucesso na sua carreira, não se matavam a trabalhar; antes pelo contrário, o trabalho conferia-lhes mais anos de vida", respondeu-nos Friedman por email. 

Sobre o divórcio
"As mulheres (mas não os homens) confrontadas com o stress do divórcio não tinham problemas de saúde; muito pelo contrário, desabrochavam".

Sobre a idade de entrar na escola
Outros resultados surpreendentes são que o facto de começar a escola primária demasiado cedo (antes dos seis anos) é um factor de risco para a morte prematura (porque, dizem os autores, o mais importante para as crianças nessas idades é brincar e relacionar-se com os colegas).

Sobre os animais de estimação
Não prolongam a vida dos seus donos ("podem por vezes aumentar o bem-estar, mas não substituem os amigos", explicam os cientistas).

Sobre o amor e sobre a saúde
As pessoas que se sentem amadas não vivem mais anos: o maior benefício para a saúde derivado das relações sociais provém na realidade do nosso próprio envolvimento e de ajudarmos os outros (algo que, como explica Friedman numa entrevista à revista The Atlantic, não exige religiosidade).

Sobre estilos de vida saudáveis
"Em vez de definir objectivos irrealistas para nós próprios, temos de adoptar comportamentos saudáveis que nos dêem prazer e que possamos, por isso, manter durante anos." Ou seja, tem de ser ao sabor de cada um: quem não gosta de ir ao ginásio andar na passadeira, mas gosta de andar a pé, deve dar prioridade às suas preferências.” Diz Friedman.
"Quando conseguimos identificar os nossos padrões de comportamento saudáveis e não saudáveis a longo prazo podemos começar a maximizar os padrões saudáveis", explica ainda Friedman.







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