Durante sua passagem pelo Brasil à convite do Fronteiras do Pensamento, Elisabeth Roudinesco lançou o livro "Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo", e concedeu entrevista ao programa Diálogos com Mario Sergio Conti, da Globonews.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
sábado, 24 de setembro de 2016
O eu grandioso
Dancing Dwatf, Plolemaic Period
Um jornalista português
referiu-se aos Jogos Paralímpicos como um espetáculo “grotesco” e “um número de
circo”.
Sem pretender fazer
pseudoanálises do autor de comentários tão infelizes e exibicionistas, supondo
que a intenção é a desvalorização dos atletas paralímpicos como seres
imperfeitos ou incompletos, aquelas afirmações podem ser contudo uteis, para
ilustrar uma característica da organização narcisista omnipotente que “é contra
a perceção da necessidade ou do sofrimento e reclama a eliminação dos fracos” a
começar pelo próprio. (DeMasi citado por Cristina Fabião*)
“A começar pelo próprio”
significa que o eu grandioso é sobretudo intolerante às suas próprias emoções e
fragilidades, considerando-as uma fraqueza, como se estas fossem por em causa a
sua tentativa desesperada de ser perfeito. O que explica a incapacidade de
compreender o valor e o sentido benéfico da pessoa se superar e de alargar deste modo, o
espaço das suas limitações.
É como se rejeitasse através
do outro, a sua natural imperfeição humana e com ela a autoaceitação e o crescimento
interior.
*Narciismo, defesas primitivas e separação
*Narciismo, defesas primitivas e separação
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Paradoxo “ O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”
René Magritte The Human condition
“
O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”
Cristina Fabião Narcisismo, defesas primitivas e separação Climepsi
Exibicionistas com manias de
grandezas ou tímidos e inibidos, mas igualmente insatisfeitos, que sempre
querem o melhor e dificilmente se contentam, intransigentes e reivindicativos
acerca do comportamento dos outros, irónica e paradoxalmente, não sabem quem
são.
Para o narcisista alcançar a
autoconsciência teria de admitir que, por exemplo, o outro pode ser mais amado
e admirado do que ele, ou que, a inocência da infância terminou.
Uma lição de vida para as suas vítimas que tentam desesperadamente lhes agradar.
A perspectiva deve ser
então, a inversa. Não são os outros que não são suficientemente capazes e bons,
as personalidades narcísicas por não terem consciência de si, não possuírem um
conceito integrado do eu (confusão entre pensamentos e
sentimentos, entre outras alterações), nem dos mecanismos que utilizam para
proteger o seu narcisismo, não reconhecem adequadamente as emoções e
sentimentos dos outros, pelo que, não lhes dão o devido valor.
Assim sendo, os narcísicos
não podem ter capacidades adequadas de empatia pelas pessoas (no mínimo, imaginar
o seu mundo), fazer delas uma avaliação apropriada e investir emocionalmente
nas relações - o Outro é sempre o objecto redescoberto.
A fonte do (algum)
conhecimento que têm de si próprio, faz-se através do efeito que causam (ou
julgam causar) nos outros. Essas impressões, tanto servem para alimentar o
ego grandioso como, ao não lhes parecerem favoráveis, podem contribuir para a
baixa auto-estima e para o desânimo. Por isto, o narcísico está dependente
deste jogo de espelhos, e sem ele, sente-se vazio e nada.
Só se reconhece e se dá valor, ao que a estrutura de personalidade permite, ou seja, só se dá o que se tem, como dizia Oscar Wilde "Cada um dá o que tem no coração, e cada um recebe com o coração que tem."
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
LISBOA
Embarque nesta aventura sobre a Cidade de Lisboa, a Praça do Comércio, Castelo de São Jorge e sobre o imponente navio de Cruzeiros Sea Viking.
Fotos e vídeos aéreos de Portugal:
sábado, 9 de julho de 2016
Vinculação: um amor tranquilo
Imagem do filme "O belo António"
“Este amor tão verdadeiro, tão
profundo pode nada ter de erótico. Acontece ao homem amar profundamente uma
mulher que lhe é indispensável, mas pela qual não sente qualquer desejo erótico…é
capaz de fazer amor com todas as mulheres do mundo exceto com a sua. “
Francesco Alberoni O
Erotismo
Com base nas minhas leituras
dos clássicos, este laço afetivo com a mulher com quem não se tem relações
sexuais, ou melhor dizendo, por quem não se tem desejo erótico, é a vinculação*, entendida por certos autores psicanalistas, Mary Ainsworth
e outros, como sendo uma forma de amor em que os parceiros tendem a manter-se
próximos um do outro, não por dependência, mas para satisfação de funções de apego,
embora desprovidas das emoções da paixão.
A sua característica essencial,
nas palavras de um outro autor, J. Bowlby, refere-se à escolha do parceiro. Na vinculação, a escolha não é feita ao acaso. Se a ligação perdura, e tende para a durabilidade, aquele/a parceiro/a é o
preferido para satisfazer certas necessidades.
A minha vontade em escrever,
neste momento, acerca deste tema, é naturalmente por considerar profícuo entendermos que o amor pode ser considerado um espetro, como um
arco iris, que vai do êxtase amoroso até à vinculação tranquila, o que ajuda,
penso eu, a compreendermos que se pode estar muito apaixonado por alguém fora
do casal legal, mas permanecer-se ligado, e não dependente, do parceiro legitimo.
* A ideia é defendida por Boris Cyrulnik em Sob o signo do afecto
* A ideia é defendida por Boris Cyrulnik em Sob o signo do afecto
terça-feira, 21 de junho de 2016
Atlas das Emoções
ABOUT THIS ATLAS
This Atlas was created to increase understanding of how emotions influence our lives, giving us choice, (at least some of the time) about which emotion we are experiencing, and how our emotions influence what we say and do. While emotions are central to our lives – providing the joy, alerting us to threats, a force for change, a warning against what is toxic, and calling to others for help – we don’t choose what to feel or when to feel it. The Atlas of Emotions was created to give us more awareness of our emotions, and sometimes even some choice about what we are feeling, through better understanding of how emotions work.
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