sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ilha da Madeira - O Véu da Noiva


Situated on the old road which connects Seixal to São Vicente, you can see the Véu da Noiva Waterfall, which resembles a bride's veil, due to its height and the torrents of water that gush down the hillside.
From this location there is also a pleasant view of the Atlantic and the slopes of the northern coast of Madeira.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Entrevista a Elisabeth Roudinesco


Durante sua passagem pelo Brasil à convite do Fronteiras do Pensamento, Elisabeth Roudinesco lançou o livro "Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo", e concedeu entrevista ao programa Diálogos com Mario Sergio Conti, da Globonews.

sábado, 24 de setembro de 2016

O eu grandioso


Dancing Dwatf, Plolemaic Period

Um jornalista português referiu-se aos Jogos Paralímpicos como um espetáculo “grotesco” e “um número de circo”.
Sem pretender fazer pseudoanálises do autor de comentários tão infelizes e exibicionistas, supondo que a intenção é a desvalorização dos atletas paralímpicos como seres imperfeitos ou incompletos, aquelas afirmações podem ser contudo uteis, para ilustrar uma característica da organização narcisista omnipotente que “é contra a perceção da necessidade ou do sofrimento e reclama a eliminação dos fracos” a começar pelo próprio. (DeMasi citado por Cristina Fabião*)
A começar pelo próprio” significa que o eu grandioso é sobretudo intolerante às suas próprias emoções e fragilidades, considerando-as uma fraqueza, como se estas fossem por em causa a sua tentativa desesperada de ser perfeito. O que explica a incapacidade de compreender o valor e o sentido benéfico da pessoa  se superar e de alargar deste modo, o espaço das suas limitações.
É como se rejeitasse através do outro, a sua natural imperfeição humana e com ela a autoaceitação e o crescimento interior.

*Narciismo, defesas primitivas e separação


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Paradoxo “ O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”


René Magritte The Human condition

“ O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”
Cristina Fabião  Narcisismo, defesas primitivas e separação Climepsi



Exibicionistas com manias de grandezas ou tímidos e inibidos, mas igualmente insatisfeitos, que sempre querem o melhor e dificilmente se contentam, intransigentes e reivindicativos acerca do comportamento dos outros, irónica e paradoxalmente, não sabem quem são.
Para o narcisista alcançar a autoconsciência teria de admitir que, por exemplo, o outro pode ser mais amado e admirado do que ele, ou que, a inocência da infância terminou.

Uma lição de vida para as suas vítimas que tentam desesperadamente lhes agradar.
A perspectiva deve ser então, a inversa. Não são os outros que não são suficientemente capazes e bons, as personalidades narcísicas por não terem consciência de si, não possuírem um conceito integrado do eu (confusão entre pensamentos e sentimentos, entre outras alterações), nem dos mecanismos que utilizam para proteger o seu narcisismo, não reconhecem adequadamente as emoções e sentimentos dos outros, pelo que, não lhes dão o devido valor. 
Assim sendo, os narcísicos não podem ter capacidades adequadas de empatia pelas pessoas (no mínimo, imaginar o seu mundo), fazer delas uma avaliação apropriada e investir emocionalmente nas relações - o Outro é sempre o objecto redescoberto. 
A fonte do (algum) conhecimento que têm de si próprio, faz-se através do efeito que causam (ou julgam causar) nos outros. Essas impressões, tanto servem para alimentar o ego grandioso como, ao não lhes parecerem favoráveis, podem contribuir para a baixa auto-estima e para o desânimo. Por isto, o narcísico está dependente deste jogo de espelhos, e sem ele, sente-se vazio e nada.

Só se reconhece e se dá valor, ao que a estrutura de personalidade permite, ou seja, só se dá  o que se tem, como dizia Oscar Wilde "Cada um dá o que tem no coração, e cada um recebe com o coração que tem."


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

As delícias da imaginação


O mundo virtual das relações amorosas. Uma nova forma de dependência: imaginar.

LISBOA



Embarque nesta aventura sobre a Cidade de Lisboa, a Praça do Comércio, Castelo de São Jorge e sobre o imponente navio de Cruzeiros Sea Viking.
Fotos e vídeos aéreos de Portugal:

sábado, 9 de julho de 2016

Vinculação: um amor tranquilo

Imagem do filme "O belo António"

“Este amor tão verdadeiro, tão profundo pode nada ter de erótico. Acontece ao homem amar profundamente uma mulher que lhe é indispensável, mas pela qual não sente qualquer desejo erótico…é capaz de fazer amor com todas as mulheres do mundo exceto com a sua. “
Francesco Alberoni O Erotismo

Com base nas minhas leituras dos clássicos, este laço afetivo com a mulher com quem não se tem relações sexuais, ou melhor dizendo, por quem não se tem desejo erótico, é a vinculação*, entendida por certos autores psicanalistas, Mary Ainsworth e outros, como sendo uma forma de amor em que os parceiros tendem a manter-se próximos um do outro, não por dependência, mas para satisfação de funções de apego, embora desprovidas das emoções da paixão.

A sua característica essencial, nas palavras de um outro autor, J. Bowlby, refere-se à escolha do parceiro. Na vinculação, a escolha não é feita ao acaso. Se a ligação perdura, e tende para a durabilidade, aquele/a parceiro/a é o preferido para satisfazer certas necessidades.
A minha vontade em escrever, neste momento, acerca deste tema, é naturalmente por considerar profícuo entendermos que o amor pode ser considerado um espetro, como um arco iris, que vai do êxtase amoroso até à vinculação tranquila, o que ajuda, penso eu, a compreendermos que se pode estar muito apaixonado por alguém fora do casal legal, mas permanecer-se ligado, e não dependente, do parceiro legitimo.

* A ideia é defendida por Boris Cyrulnik em Sob o signo do afecto