Uma psicanálise torna-nos por isto menos sós e mais geradores de significados.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
domingo, 4 de dezembro de 2016
domingo, 13 de novembro de 2016
Atração Fatal
René Magritte
Ou "O narcisista e os seus parceiros #2"
Vejo com surpresa o sucesso do post O narcisista e seus parceiros #1, pelo número de visualizações, embora possa admitir que não é por ser lido que é apreciado, adquire significado para quem o leu e ajude a ampliar a consciência.
Vejo com surpresa o sucesso do post O narcisista e seus parceiros #1, pelo número de visualizações, embora possa admitir que não é por ser lido que é apreciado, adquire significado para quem o leu e ajude a ampliar a consciência.
Com
a intenção de clarificar o mesmo tema, e porque hoje faz-me mais sentido
considerar que nas relações dos narcísicos com os seus parceiros, as
destrutivas, as que se prolongam no tempo “até que a morte nos separe”, a "vítima" idealiza o outro não tendo representação do seu mundo, vivendo sem perceção
emocional do que está a acontecer e consequentemente, perdendo o poder de
decisão.
Acredito
que vários arranjos de ligações são possíveis, mas a fatalidade para os
indivíduos que não imaginam o mundo dos outros, será se apaixonarem por um
parceiro para quem não existam psicologicamente, que seja um abusador, que lhes provoque
alterações importantes na personalidade, invada tudo e arruíne a vida - como aquelas pessoas têm uma frágil estrutura, tendem a se apaixonar por quem tem estruturas psicopáticas.
Os
sobreviventes de tipo de relações conseguiram travar a tempo este processo, e conservarar um abrigo emocional suficientemente saudável para transformar a sua
história pessoal numa narrativa significativa. Sentem que não se definem
pela sua adversidade.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Ilha da Madeira - O Véu da Noiva
Situated on the old road which connects Seixal to São Vicente, you can see the Véu da Noiva Waterfall, which resembles a bride's veil, due to its height and the torrents of water that gush down the hillside.
From this location there is also a pleasant view of the Atlantic and the slopes of the northern coast of Madeira.
From this location there is also a pleasant view of the Atlantic and the slopes of the northern coast of Madeira.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Entrevista a Elisabeth Roudinesco
Durante sua passagem pelo Brasil à convite do Fronteiras do Pensamento, Elisabeth Roudinesco lançou o livro "Sigmund Freud na sua época e em nosso tempo", e concedeu entrevista ao programa Diálogos com Mario Sergio Conti, da Globonews.
sábado, 24 de setembro de 2016
O eu grandioso
Dancing Dwatf, Plolemaic Period
Um jornalista português
referiu-se aos Jogos Paralímpicos como um espetáculo “grotesco” e “um número de
circo”.
Sem pretender fazer
pseudoanálises do autor de comentários tão infelizes e exibicionistas, supondo
que a intenção é a desvalorização dos atletas paralímpicos como seres
imperfeitos ou incompletos, aquelas afirmações podem ser contudo uteis, para
ilustrar uma característica da organização narcisista omnipotente que “é contra
a perceção da necessidade ou do sofrimento e reclama a eliminação dos fracos” a
começar pelo próprio. (DeMasi citado por Cristina Fabião*)
“A começar pelo próprio”
significa que o eu grandioso é sobretudo intolerante às suas próprias emoções e
fragilidades, considerando-as uma fraqueza, como se estas fossem por em causa a
sua tentativa desesperada de ser perfeito. O que explica a incapacidade de
compreender o valor e o sentido benéfico da pessoa se superar e de alargar deste modo, o
espaço das suas limitações.
É como se rejeitasse através
do outro, a sua natural imperfeição humana e com ela a autoaceitação e o crescimento
interior.
*Narciismo, defesas primitivas e separação
*Narciismo, defesas primitivas e separação
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Paradoxo “ O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”
René Magritte The Human condition
“
O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”
Cristina Fabião Narcisismo, defesas primitivas e separação Climepsi
Exibicionistas com manias de
grandezas ou tímidos e inibidos, mas igualmente insatisfeitos, que sempre
querem o melhor e dificilmente se contentam, intransigentes e reivindicativos
acerca do comportamento dos outros, irónica e paradoxalmente, não sabem quem
são.
Para o narcisista alcançar a
autoconsciência teria de admitir que, por exemplo, o outro pode ser mais amado
e admirado do que ele, ou que, a inocência da infância terminou.
Uma lição de vida para as suas vítimas que tentam desesperadamente lhes agradar.
A perspectiva deve ser
então, a inversa. Não são os outros que não são suficientemente capazes e bons,
as personalidades narcísicas por não terem consciência de si, não possuírem um
conceito integrado do eu (confusão entre pensamentos e
sentimentos, entre outras alterações), nem dos mecanismos que utilizam para
proteger o seu narcisismo, não reconhecem adequadamente as emoções e
sentimentos dos outros, pelo que, não lhes dão o devido valor.
Assim sendo, os narcísicos
não podem ter capacidades adequadas de empatia pelas pessoas (no mínimo, imaginar
o seu mundo), fazer delas uma avaliação apropriada e investir emocionalmente
nas relações - o Outro é sempre o objecto redescoberto.
A fonte do (algum)
conhecimento que têm de si próprio, faz-se através do efeito que causam (ou
julgam causar) nos outros. Essas impressões, tanto servem para alimentar o
ego grandioso como, ao não lhes parecerem favoráveis, podem contribuir para a
baixa auto-estima e para o desânimo. Por isto, o narcísico está dependente
deste jogo de espelhos, e sem ele, sente-se vazio e nada.
Só se reconhece e se dá valor, ao que a estrutura de personalidade permite, ou seja, só se dá o que se tem, como dizia Oscar Wilde "Cada um dá o que tem no coração, e cada um recebe com o coração que tem."
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