ATENÇÃO: acesse a nova versão do vídeo, com legendas opcionais trilíngues https://www.youtube.com/
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
O que melhor nos engana revela aquilo que mais se deseja
Honthorst, Gerrit Von
Não vale a pena nos perguntarmos “onde eu estava antes para me ter deixado cair no logro?”.
Se nos deixamos iludir, é
porque estávamos sedentos do que ele representava.
in Boris Cyrulnik O sexto sentido
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
O mapa
Vitor Brauner Prelude to a civilization 1954
“Do mesmo modo, pensa-se que um individuo constrói um
modelo operacional de si mesmo, em relação a quem os outros responderão de
certas formas previsíveis. O conceito de modelo operacional do eu compreende
dados que são atualmente concebidos em termos de autoimagem, autoestima, etc.
Em que medida tais modelos operacionais são produtos válidos da experiência real de uma criança ao longo dos anos, ou são versões distorcidas de tal experiência, é uma questão se suma importância. Os trabalhos de psiquiatria da família dos últimos 25 anos apresentaram numerosos dados sugerindo que a forma que o modelo adota é, de fato, fortemente determinada pelas experiências reais de uma criança durante a infância, muito mais do que se suponha antes. Este é um campo de interesse vital e requer, urgentemente, uma investigação especializada. Um problema clínico e de pesquisa consiste em que os indivíduos perturbados frequentemente parecem manter dentro deles mais de um modelo operacional tanto do mundo como do eu-no-mundo. Além disso, tais modelos múltiplos são frequentemente incompatíveis entre si e podem ser mais ou menos inconscientes “.
Em que medida tais modelos operacionais são produtos válidos da experiência real de uma criança ao longo dos anos, ou são versões distorcidas de tal experiência, é uma questão se suma importância. Os trabalhos de psiquiatria da família dos últimos 25 anos apresentaram numerosos dados sugerindo que a forma que o modelo adota é, de fato, fortemente determinada pelas experiências reais de uma criança durante a infância, muito mais do que se suponha antes. Este é um campo de interesse vital e requer, urgentemente, uma investigação especializada. Um problema clínico e de pesquisa consiste em que os indivíduos perturbados frequentemente parecem manter dentro deles mais de um modelo operacional tanto do mundo como do eu-no-mundo. Além disso, tais modelos múltiplos são frequentemente incompatíveis entre si e podem ser mais ou menos inconscientes “.
John Bowlby Formação e rompimento dos laços afetivos Martins Fontes
O mapa (mental) ou o modelo operacional tanto do mundo como do eu-no-mundo: a possibilidade de criar uma percepção emocional clara de si e do seu mundo, em conjunto com um código de acção.
Nem todos o conseguem. Para estes, os indivíduos perturbados (nas palavras de John Bowlby), os carenciados precoces, dispersos, o mundo apresenta-se incoerente e tudo agride.
Nem todos o conseguem. Para estes, os indivíduos perturbados (nas palavras de John Bowlby), os carenciados precoces, dispersos, o mundo apresenta-se incoerente e tudo agride.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Primeira sessão de análise, Gérard Miller
Uma psicanálise torna-nos por isto menos sós e mais geradores de significados.
domingo, 4 de dezembro de 2016
domingo, 13 de novembro de 2016
Atração Fatal
René Magritte
Ou "O narcisista e os seus parceiros #2"
Vejo com surpresa o sucesso do post O narcisista e seus parceiros #1, pelo número de visualizações, embora possa admitir que não é por ser lido que é apreciado, adquire significado para quem o leu e ajude a ampliar a consciência.
Vejo com surpresa o sucesso do post O narcisista e seus parceiros #1, pelo número de visualizações, embora possa admitir que não é por ser lido que é apreciado, adquire significado para quem o leu e ajude a ampliar a consciência.
Com
a intenção de clarificar o mesmo tema, e porque hoje faz-me mais sentido
considerar que nas relações dos narcísicos com os seus parceiros, as
destrutivas, as que se prolongam no tempo “até que a morte nos separe”, a "vítima" idealiza o outro não tendo representação do seu mundo, vivendo sem perceção
emocional do que está a acontecer e consequentemente, perdendo o poder de
decisão.
Acredito
que vários arranjos de ligações são possíveis, mas a fatalidade para os
indivíduos que não imaginam o mundo dos outros, será se apaixonarem por um
parceiro para quem não existam psicologicamente, que seja um abusador, que lhes provoque
alterações importantes na personalidade, invada tudo e arruíne a vida - como aquelas pessoas têm uma frágil estrutura, tendem a se apaixonar por quem tem estruturas psicopáticas.
Os
sobreviventes de tipo de relações conseguiram travar a tempo este processo, e conservarar um abrigo emocional suficientemente saudável para transformar a sua
história pessoal numa narrativa significativa. Sentem que não se definem
pela sua adversidade.
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