segunda-feira, 13 de março de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Entrevista do Expresso a Coimbra de Matos
Expresso – Revista E (18-02-2017)
Texto: Carolina Reis; Fotografia Marcos Borga
Texto: Carolina Reis; Fotografia Marcos Borga
Ler na íntegra, AQUI
António Coimbra de Matos, 87 anos, médico psiquiatra e psicanalista português.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
O narcisista e seus parceiros #3
René Magritte Os amantes
Alguém num comentário
neste blogue, no post “O narcisista e seus parceiros#1” escreveu que
considerava que no casal em que um dos parceiros é narcisista (autoconcentrado, com mania das grandezas e de ser admirado), e o outro sofre
de transtorno de personalidade dependente (ou adicto no amor), podem ser
felizes juntos.
Na minha opinião,
dificilmente o serão.
Posso imaginar onde reside a confusão. Pelo facto do individuo
narcísico ter necessidade constante de admiração e aprovação e a pessoa que sofre de transtorno de personalidade dependente,
abdicar da sua identidade e submeter-se, vivendo para satisfazer o amante,
podemos pensar que este arranjo cria equilíbrio e felicidade no casal.
Porém, a pessoa que
sofre de transtorno de personalidade dependente, depende do amante, tem necessidades que
são tão insaciáveis - narcísica como ela também é - que se tornam opressivas, não restando disposição para se concentrar no outro.
Vivem então, o
clássico laço duplo do narcisista, cada um precisa do outro, mas não tem nada
para lhe dar.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
O desprezo
Onda de debmphotos
“O desprezo sensação de autodefesa dos afortunados, é um
afeto que não avaliamos, sem dúvida suficientemente, todas as consequências (Honneth,
2000). Ele desencadeia, em reação, novas vagas de emoções intensas. Para o
melhor: uma imensa exigência de respeito. E para o pior: a raiva e o ódio, as
explosões de violência súbita que o individuo desprezado já não pode conter”.
Jean – Claude Kaufmann A Invenção de si -uma teoria da
identidade
A diferença entre os dois estados pode estar na presença
ou na ausência do ódio.
Mas no geral, o desprezo é injustamente associado a um sentimento vil, resultado de uma falha na capacidade de resolução íntima das emoções, que nos deveria humilhar e culpabilizar, e que convém que seja superado por fragilizar o desejável vínculo social.
Raramente o consideramos uma qualidade dos afortunados que, sem ódio, ou com ele, lutam pelo reconhecimento e autodeterminação, de si próprios ou de um povo. Lutam por uma existência com sentido e identidade.
Podemos não nos sentirmos confortáveis com a atribuição do conceito de desprezo nestas circunstâncias, e optemos por o substituir por outras forças de caráter, tal como a coragem, mas requer, sobretudo, outras qualidades como a disciplina mental, para continuar a desprezar o outro e manter-se civilizado.
A natureza do "desprezo" permanece imutável: a defesa em ser tratado como uma pessoa perante um outro que lhe nega o lugar e os direitos, reais ou imaginários.
Mas no geral, o desprezo é injustamente associado a um sentimento vil, resultado de uma falha na capacidade de resolução íntima das emoções, que nos deveria humilhar e culpabilizar, e que convém que seja superado por fragilizar o desejável vínculo social.
Raramente o consideramos uma qualidade dos afortunados que, sem ódio, ou com ele, lutam pelo reconhecimento e autodeterminação, de si próprios ou de um povo. Lutam por uma existência com sentido e identidade.
Podemos não nos sentirmos confortáveis com a atribuição do conceito de desprezo nestas circunstâncias, e optemos por o substituir por outras forças de caráter, tal como a coragem, mas requer, sobretudo, outras qualidades como a disciplina mental, para continuar a desprezar o outro e manter-se civilizado.
A natureza do "desprezo" permanece imutável: a defesa em ser tratado como uma pessoa perante um outro que lhe nega o lugar e os direitos, reais ou imaginários.
Retirado de http://www.observatoriofamilias.ics.ul.pt/
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
O que melhor nos engana revela aquilo que mais se deseja
Honthorst, Gerrit Von
Não vale a pena nos perguntarmos “onde eu estava antes para me ter deixado cair no logro?”.
Se nos deixamos iludir, é
porque estávamos sedentos do que ele representava.
in Boris Cyrulnik O sexto sentido
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