Miss Julie - Direção: Liv Ullmann
sábado, 9 de junho de 2018
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Saber é diferente de conhecer
Timoleon Marie Lobrichon, Promenade des enfants
“Saber é diferente de conhecer.
O saber exprime-se pelas leis e meios da
língua. O conhecimento é uma vivência acompanhada de um relativo sentimento de
certeza e pode expressar-se por uma linguagem poética, meta consciente,
metafórica e simbólica. O conhecimento implica um saber mesmo relativo.
O pensamento cognitivo não se pode isolar da
evolução afetiva e relacional. O afetivo depende do cognitivo e este é de
origem afetiva.
A aprendizagem das funções, o uso de
instrumentos, o investimento dos sistemas são de origem afetiva e relacional.”
Teresa Ferreira A psicose e a escola
Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria nº 1
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Um mundo misterioso
Todos os
anos sou convidada para visitar o maravilhoso jardim de rosas da minha amiga. Já aqui coloquei essas fotos. Apercebo-me que virou tradição.
A anfitriã escolhe o dia certo que
considera que as rosas se encontram no seu pleno esplendor. Eu espero por esse dia.
Como todos os anos, a visita decorre com uma certa cadência, com passos lentos que por vezes voltam atrás de modo a observarmos melhor a singularidade de cada rosa. Esta é magnífica, a mais bela de todas. Não, esta por ser tão singela, é a mais bela...não...aquela.... Por fim, concluo que não é possível escolher a mais bela de todas, só admirá-las. Rendo-me
Como todos os anos, a visita decorre com uma certa cadência, com passos lentos que por vezes voltam atrás de modo a observarmos melhor a singularidade de cada rosa. Esta é magnífica, a mais bela de todas. Não, esta por ser tão singela, é a mais bela...não...aquela.... Por fim, concluo que não é possível escolher a mais bela de todas, só admirá-las. Rendo-me
Mas
este ano, a minha amiga tinha reservado uma surpresa para o fim. Na entrada do jardim,
bem perto da porta da rua, local de passagem
de pessoas e dos cães da casa, por cima da minha cabeça, e próximo do sininho de ferro que faz de campainha, escondido entre um roseiral (que vos mostro na foto), um ninho com passarinhos, que fotografei, mas tremi com medo que o flash os cegasse.
Como é possível o pássaro ter feito um ninho
bem perto de nós, do movimento das pessoas, da rua, dos carros e da vivacidade
dos cães?
Quando penso que a natureza tem as suas regras bem definidas, não sei
nada. Este mundo é mesmo misterioso!
"O homem deve sentir que vive num mundo misterioso, sob certos aspectos, onde ocorrem coisas inauditas – que permanecem inexplicáveis – e não somente coisas que se desenvolvem nos limites do esperado. O inesperado e o inabitual fazem parte do mundo. Só então a vida é completa. Para mim desde o inicio, era infinitamente grande e inabarcável.”
Carl Jung (psicanalista) enxertos de uma carta a um jovem erudito
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Se eu ousasse...
Paula Rego Mulher - Cão
“Se eu ousasse deixar
correrem em mim os sentimentos que recalquei cá dentro, se por qualquer
hipótese eu vivesse esses sentimentos, seria uma catástrofe.”
Carl R. Rogers Tornar-se pessoa
Não se consegue bater
com a porta, ser-se indiferente aos abusos, negligências, incompetências,
injustiças, à falta de respeito.
Não se sente um grande vazio. Pelo contrário, estamos
atulhados de doutrinas que nos provocam náusea e revolta. Ninguém pode imaginar.
Aguenta-se à calada durante muitos anos e durante esse tempo reprimimos
sentimentos e desapegamo-nos de nós mesmos. Perdemos a coerência.
Fica assim
embutido em nós, o medo que uma energia demoníaca se liberte por uma fresta.
Se nos libertarmos da
ideia que a impotência é expressão do nosso falhanço, a raiva primitiva e
potencialmente destruidora perderá a sua força. Mas precisamos primeiro, ajustar
contas com a nossa bestialidade para alcançarmos uma forma mais elevada de
visão espiritual.
É chegada a altura de definirmos aquilo em que nos queremos centrar?
domingo, 28 de janeiro de 2018
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
O Inverno chegou !
Kevin Burg and Jamie Beck.
Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′ 5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta.
Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. O dia 21 é igualmente curto até à casa dos segundos. A duração do dia será de: 9h e 8minem Bragança; 9h e 12min no Porto; 9h e 18min em Coimbra; 9h e 21min em Castelo Branco; 9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada; 9h e 37min em Faro; 10h e 0min no Funchal;
Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu. Fonte: http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2017/
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Desejar e não querer
Sarazhin Now here
Desejar e não querer
Desejar e querer
Não desejar e não querer
Não desejar e querer
São os
espaços onde tudo acontece, a existência, que às vezes se expande, outras recua,
ora em função do desejo, ora em função do dever, numa entrega de violenta a
mansa, nem sempre consciente.
Não se pode viver à parte em uma outra condição alternativa, livre de sonhos, isenta da necessidade humana de desejar. Despedir-se do desejo seria a morte psíquica. Não se sobrevive no vazio.
Não se pode viver à parte em uma outra condição alternativa, livre de sonhos, isenta da necessidade humana de desejar. Despedir-se do desejo seria a morte psíquica. Não se sobrevive no vazio.
Anabela
Mota Ribeiro questiona o psicanalista Jaime Milheiro, sobre o desejar e
não querer estar em reunião familiar no Natal:
Anabela
Mota Ribeiro: O que é isso de desejar e não querer?
Jaime Milheiro
(psicanalista): “Desejava ter uma reunião familiar, desejava ter um sentimento
de ligação com as pessoas significativas da história da minha vida, mas as
circunstâncias são de tal forma impeditivas disso que não quero.” A pessoa
deseja mas acha melhor não cumprir esse desejo em função das circunstâncias.
Não nega o desejo. Na expressão que usou há pouco [“As festas, o Natal, só
espero que passem depressa”] as pessoas negam o desejo. Dizer que não tem
desejo de reunião é desumano, é negar o lado humano, é voltar ao computador.
Quem não desejar isso, ou já deu em serial
killer, ou já morreu."
A entrevista completa está no site de Anabela Mota Ribeiro:
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