Maria Homem é psicanalista
sábado, 30 de junho de 2018
sábado, 23 de junho de 2018
Sempre que o desejo está comprometido
de Kyuim Shim
Colina “O Transtorno do
Défice de Atenção com Hiperactividade deve ver-se como a reacção infantil a um
conflito que retém o desejo, e algo de similar cabe dizer de muitos
comportamentos dos chamados transtornos limite da
personalidade na adolescência e na idade adulta. (…) Isto é, sempre que o
desejo está comprometido, a acção inibe-se ou intensifica-se” ( in C. Rey,
2012)." (...)
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Saber é diferente de conhecer
Timoleon Marie Lobrichon, Promenade des enfants
“Saber é diferente de conhecer.
O saber exprime-se pelas leis e meios da
língua. O conhecimento é uma vivência acompanhada de um relativo sentimento de
certeza e pode expressar-se por uma linguagem poética, meta consciente,
metafórica e simbólica. O conhecimento implica um saber mesmo relativo.
O pensamento cognitivo não se pode isolar da
evolução afetiva e relacional. O afetivo depende do cognitivo e este é de
origem afetiva.
A aprendizagem das funções, o uso de
instrumentos, o investimento dos sistemas são de origem afetiva e relacional.”
Teresa Ferreira A psicose e a escola
Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria nº 1
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Um mundo misterioso
Todos os
anos sou convidada para visitar o maravilhoso jardim de rosas da minha amiga. Já aqui coloquei essas fotos. Apercebo-me que virou tradição.
A anfitriã escolhe o dia certo que
considera que as rosas se encontram no seu pleno esplendor. Eu espero por esse dia.
Como todos os anos, a visita decorre com uma certa cadência, com passos lentos que por vezes voltam atrás de modo a observarmos melhor a singularidade de cada rosa. Esta é magnífica, a mais bela de todas. Não, esta por ser tão singela, é a mais bela...não...aquela.... Por fim, concluo que não é possível escolher a mais bela de todas, só admirá-las. Rendo-me
Como todos os anos, a visita decorre com uma certa cadência, com passos lentos que por vezes voltam atrás de modo a observarmos melhor a singularidade de cada rosa. Esta é magnífica, a mais bela de todas. Não, esta por ser tão singela, é a mais bela...não...aquela.... Por fim, concluo que não é possível escolher a mais bela de todas, só admirá-las. Rendo-me
Mas
este ano, a minha amiga tinha reservado uma surpresa para o fim. Na entrada do jardim,
bem perto da porta da rua, local de passagem
de pessoas e dos cães da casa, por cima da minha cabeça, e próximo do sininho de ferro que faz de campainha, escondido entre um roseiral (que vos mostro na foto), um ninho com passarinhos, que fotografei, mas tremi com medo que o flash os cegasse.
Como é possível o pássaro ter feito um ninho
bem perto de nós, do movimento das pessoas, da rua, dos carros e da vivacidade
dos cães?
Quando penso que a natureza tem as suas regras bem definidas, não sei
nada. Este mundo é mesmo misterioso!
"O homem deve sentir que vive num mundo misterioso, sob certos aspectos, onde ocorrem coisas inauditas – que permanecem inexplicáveis – e não somente coisas que se desenvolvem nos limites do esperado. O inesperado e o inabitual fazem parte do mundo. Só então a vida é completa. Para mim desde o inicio, era infinitamente grande e inabarcável.”
Carl Jung (psicanalista) enxertos de uma carta a um jovem erudito
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Se eu ousasse...
Paula Rego Mulher - Cão
“Se eu ousasse deixar
correrem em mim os sentimentos que recalquei cá dentro, se por qualquer
hipótese eu vivesse esses sentimentos, seria uma catástrofe.”
Carl R. Rogers Tornar-se pessoa
Não se consegue bater
com a porta, ser-se indiferente aos abusos, negligências, incompetências,
injustiças, à falta de respeito.
Não se sente um grande vazio. Pelo contrário, estamos
atulhados de doutrinas que nos provocam náusea e revolta. Ninguém pode imaginar.
Aguenta-se à calada durante muitos anos e durante esse tempo reprimimos
sentimentos e desapegamo-nos de nós mesmos. Perdemos a coerência.
Fica assim
embutido em nós, o medo que uma energia demoníaca se liberte por uma fresta.
Se nos libertarmos da
ideia que a impotência é expressão do nosso falhanço, a raiva primitiva e
potencialmente destruidora perderá a sua força. Mas precisamos primeiro, ajustar
contas com a nossa bestialidade para alcançarmos uma forma mais elevada de
visão espiritual.
É chegada a altura de definirmos aquilo em que nos queremos centrar?
domingo, 28 de janeiro de 2018
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