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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O que melhor nos engana revela aquilo que mais se deseja

Honthorst, Gerrit Von

Não vale a pena nos perguntarmos “onde eu estava antes para me ter deixado cair no logro?”. 
Se nos deixamos iludir, é porque estávamos sedentos do que ele representava.

in Boris Cyrulnik O sexto sentido

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As nossas mentiras


Carolyn Gregoire publicou um artigo online* que me parece muito interessante por apresentar uma síntese de 10 estudos científicos que poderão mudar as ideias que temos de nós próprios.
Com o título  We constantly try to justify our experiences so that they make sense to us, refere-se à dissonância cognitiva, que é uma teoria que diz que os seres humanos têm uma propensão natural para evitar o conflito psicológico provocado por situações que envolvem ideias, crenças ou opiniões incoerentes.
Quando a realidade desafia-nos, apanha-nos por dentro, não se ajusta às nossas expetativas, gera-se ambivalência, por pensarmos de uma maneira mas agirmos de outra. Deixamos de viver num plano integrado, a condição fundamental da existência. Ao procurarmos a explicação para as nossas contradições - ao mentirmos a nós próprios - , tudo se move para suster a vida, antes que a desordem entre sentimentos que não correspondem uns aos outros, possa invadir a personalidade. O seu efeito tranquilizador, faz a nossa história pessoal ficar mais legível e aceitável.
Este esforço de sentido, afasta-nos dos primeiros estádios da personalidade. Do fragmentado. É um resgate para o caminho da vida, um direito de poder ser incoerente de vez em quando, mas pode ser um declínio se essa defesa insiste em trair a honestidade que devemos ter para connosco, que se faz sentir, em particular, nas relações difíceis, quando não conseguimos colocar travão à necessidade de encontrarmos justificações ilógicas para o comportamento do outro. 
*10 Psychological Studies That Will Change What You Think You Know About Yourself (AQUI)


Gif retirado de :http://www.freakoutincolor.com/2013_07_01_archive.html

Sobre Distorções cognitivas, o artigo "20 Cognitive Distortions and How They Affect Your Life": 
http://www.goodtherapy.org/blog/20-cognitive-distortions-and-how-they-affect-your-life-0407154

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ser verdadeiro



As circunstâncias são difíceis. Cada um é casado com outra pessoa.
ELE: “O sentimento que temos um pelo outro, é verdadeiro para ti como é para mim, não é?”
ELA: “Sim, é verdadeiro”.

O dilema da vida: ser verdadeiro ou não.
Uma pessoa que se coloca em frente a outra e é autentica. Primeiro, encontra em si essa verdade, depois com o outro.
Os seus corpos e almas irão recordá-lo para sempre.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A verdade

O psicanalista Zimerman, escreveu: A verdade sem amor é crueldade e o amor sem verdade é paixão.
Vocabulário Contemporâneo de Psicanálise

Mas hoje não me apetece pensar na paixão. A primeira afirmação parece-me bem mais interessante. Remete-nos para aquelas situações em que ouvimos uma verdade, mas de mansinho sentimos uma profunda dor, vergonha e raiva contra nós mesmas por não a aceitarmos, com naturalidade. Essa verdade deixa-nos desamparadas e desarmadas. Se desenvolvemos estas emoções, é porque fomos sujeitas à violência oculta. E, a razão porque não a aceitamos, é porque a atitude de quem a proferiu não nos teve em conta. Não nos reconheceu.

A verdade só é verdade, sem crueldade, se a conseguirmos entender e suportar, ao ponto de criarmos novas ideias e comportamentos. Esta sim, é uma verdade que cura e nos dá liberdade para evoluirmos.