Ver a verdade acerca de si próprio.
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
O encontro ou não
“A palavra-chave da existência é transformação” Coimbra de Matos, Vária, Climepsi Editores
Duas pessoas.
A possibilidade de um encontro ou um monólogo que nos remete para um espaço que nos recusamos a habitar porque desrespeita o que fez de nós humanos.
Havendo confiança ou capacidade em confiar, recíproca, o encontro leva-nos para além de nós mesmos. Transforma-nos e transforma o outro em uma nova entidade inexistente até aí, dando lugar a uma relação. É a obra. A vitalidade.
O contrário é apropriação, julgamos nós em nosso benefício.
Na impossibilidade de haver relação, entre brumas e sombras, enredamo-nos em círculos de insanidade que nada criam, que nada transformam.
Na impossibilidade de haver relação, entre brumas e sombras, enredamo-nos em círculos de insanidade que nada criam, que nada transformam.
sábado, 24 de julho de 2010
Controlar o Stress
Como controlar o stress e aliviar as nossas ansiedades?
O stress resulta de uma exigência do ambiente, mas está dependente, em muito, da nossa atitude perante essa exigência. Certamente não podemos alterar o acontecimento que nos provoca stress (o carro que se avariou, logo pela manhã…), mas alterar os nossos pensamentos e saber gerir as nossas emoções, numa situação stressante, é uma dimensão do stress que podemos controlar.
Com base nesta ideia, a revista “Le monde de l Intelligence” de Maio/Jun/Jul/2009, no artigo “Surmonter son stress?”, faz referência às investigações de Jacques Fradin, especialista em gestão do stress, médico, comportamentalista e cognitivista. Este investigador, que é também director do Instituto de Médicine Environnementale (IME), de Paris, recomenda que, para lidar com situações stressantes, devemos:
a) Desenvolver a curiosidade
b) Capacidade de aceitação
c) Relativizar
d) Racionalizar
Exercício: Conflito nas relações interpessoais (divórcio…)
Face a cada uma das suas situações geradoras de stress, tente situar-se numa escala de 1 - Muito stressado a 9 - Muito sereno, de acordo com o quadro:
Rotina/Curiosidade - Gosto pelo familiar (tendência a stressar) versus Gosto pela novidade (serenidade) - Se o nosso cérebro, em situação de stress, tem tendência para a rotina, é necessário fazer um esforço e produzir intencionalmente outros modos de ver e fazer as coisas.
Recusa/Aceitação - Perseveração apesar do fracasso (tendência a stressar) versus Capacidade de adaptação e flexibilidade (serenidade) - Refere-se à necessidade de não negar a realidade e de tentar várias maneiras de lidar com a situação.
Dicotomia/Nuance - Visão binária (tendência a stressar) versus Visão subtil (serenidade) - Trata -se de não retratar o outro sistematicamente com traços odiosos e de ser capaz de lhe reconhecer qualidades.
Certeza/Relatividade - Certeza absoluta (tendência a stressar) versus Tudo é relativo (serenidade) - Exige perder a mania que se tem sempre razão e levar em conta as opiniões do outro.
Empirismo/Reflexão lógica - Seguir impressões (tendência a stressar) versus Procura compreender (serenidade) - O raciocínio lógico torna-se importante para definir estratégias e objectivos, como seja recorrer a advogado ….
Imagem Social /Opinião Pessoal - Forte preocupação acerca do julgamento dos outros (tendência a stressar) versus Ter uma opinião pessoal apesar do olhar do outro (serenidade) - Evitar deixar-se influenciar e em preocupar-se com a opinião de familiares ou com a imagem social.
Se deu respostas superiores a 5, é capaz de lidar de um modo eficaz com a situação stressante. Abaixo de 5, a situação é inversa.
Phillippe Goldin, psicólogo do Departamento de Psicologia da Universidade de Stanford, publicou um estudo em 2008. Com recursos às modernas técnicas de ressonância magnética, foi possível detectar que, o cérebro (córtex pré-frontal) que lida com a curiosidade, aceitação, relatividade..., revelou menos actividade cerebral nos sujeitos que assim se comportavam, o que significa que estas técnicas de controlo de pensamento e das emoções, são mais eficazes para lidar com o stress porque criam bem - estar.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Auto-estima
“Os homens esqueceram esta verdade. Mas tu não deves esquecê-la. Ficas para sempre responsável por aquele que cativaste”.
O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
Auto-estima é, não mais estar para aquele que não se deixa cativar.
terça-feira, 20 de julho de 2010
A ferida
"Assim que desagradavam à menina de La Mole, esta sabia castigar com uma zombaria tão comedida, tão bem escolhida, tão adequada na aparência, proferida tão a propósito, que a ferida aumentava a cada instante, quanto mais reflectiam sobre ela. Tornava-se pouco a pouco atroz para o amor – próprio ofendido. Visto que não dava valor algum a muitas coisas que não eram objectos de sérios desejos para o resto da família, parecia sempre de sangue-frio aos olhos deles.”
O Vermelho e o Negro, Stendhal
A menina de La Mole, de seu nome Mathilde, que é a personagem narcísica do romance, tem dificuldade em gerir as suas emoções, de modo que, uma atitude de uma dama ou de um fidalgo, pode ser vivida como se dissesse respeito à sua pessoa - auto-referencia e auto concentração excessiva – sendo interpretado como um ataque pessoal. A vergonha (sentida), publica, é uma humilhação insuportável. Abre-se a ferida (narcísica) no seu amor-próprio. Urge a reparação, pela retaliação, que a menina de La Mole expressa com uma zombaria, que nem sempre é comedida e, pode até manifestar-se com ira, o que evidencia a agressividade oral.
O “castigo” também tem por base a inveja e o prazer de humilhar. E, os sentimentos que provocaram no fidalgo ou na dama, são para Mathilde, muito difíceis de avaliar, pela sua dificuldade de empatia. Caso essa dama ou esse fidalgo se mostrem ofendidos, Mathilde poderá ir ao seu encontro, não tanto movida pela culpa, mas por lhe ser difícil conceber que deixaram de gostar dela, ou seja, para controlar o efeito que causou no outro. De resto, também gere mal a culpa.
À parte destes momentos, costuma evidenciar um certo desligamento da realidade, um olhar baço e pouco expressivo, acompanhado por falta de interesse para com os outros, o seu trabalho ou actividades, em particular para com a sua família, como se negasse a sua importância.
A imagem que a menina Mathilde exibe, é um falso self que encobre uma personalidade vulnerável e dependente.
Mathilde anseia amar, mas tem medo, como se as emoções do amor lhe provocassem o risco de fragmentação. Mas o que a menina Mathilde desconhece, é que para superar o amor – próprio ferido, não é ser amada, é amar o outro. Ou seja, sair do seu narcisismo.
domingo, 18 de julho de 2010
Na Madeira - filosofia para crianças
A 25/09 no Centro de Congressos e Exposições da Madeira “Vamos invadir a Madeira e propôr um fim de semana, de treino intensivo das competências do pensamento crítico e cuidativo!”, pode-se ler no blogue do filósofo Paulo Borges. Para saber mais leia aqui.
sábado, 17 de julho de 2010
Como destruir uma relação
Há relações amorosas que não têm história. Não têm princípio, nem meio, nem fim. E pior, não vislumbramos o fim. Repare, eu não disse "não vislumbramos o fim desejado", porque se ainda estamos nesta relação, ela cumpre de algum modo com as nossas necessidades. Isto para todas nós é um enigma, eu sei.
Como espatifar uma relação?
Aproveitemos o segundo de lucidez que temos por dia, para pôr em prática um plano. Não nos inspiremos em Kate Hudson no filme “Como perder um homem em 10 dias”. Este filme é enganador. Estudar os gostos e hábitos de um homem para contraria-lo, pode virar-se o feitiço contra o feiticeiro, isto é, perpetuar a nossa situação. Corremos o risco de ter prazer em fazê-lo sofrer, e desatar esse nó, o nó do prazer, pode ser muito difícil. Fazer-se odiosa, também é uma forma de se fazer amar, sabia? O que a personagem de Kate Hudson conseguiu, foi fazer com que a personagem de Matthew Mconaughey, saísse da sua zona de conforto (leia-se o seu narcisismo), e a reconhecesse. Fantástico. Este homem valia a pena! Não é o nosso caso, ou é?
Já tentamos esta estratégia? E o resultado, foi ele forçar a que tudo voltasse ao mesmo, e nós cumprimos com o papel esperado. E o quanto nos sentimos patéticas!
O pressuposto de base é, o que une um ser ao outro, é a intimidade partilhada. Temos de nos deixar disto. Pôr fim à partilha de estados de alma, de mil expressões que têm por base o nosso interesse por ele e por tentar resolver as pequenas/grandes disputas. Vai tudo para atrás do pano, ou do tapete. A nossa expressão deve passar a ser “está tudo óptimo”. Nada de sair do sério. Fleuma, impõe-se! E jamais lhe podemos revelar, num momento de ira, o nosso plano. Se assim o fizermos, quem estamos a enganar? Estamos a lutar novamente pela relação!
Há um segundo pressuposto de base para colocar em prática o plano, a minha amiga tem razão, é preciso ter auto-estima. As fontes de auto-estima, que em delírio julgamos que estão nesta relação, têm de ser transferidas para outro sítio - para experiências de sucesso e para a certeza que estamos no coração de alguém. De outro, claro, ou não?
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