domingo, 12 de fevereiro de 2012

Paradoxo do Amor

João Dixo Tintas do Coração 2003
 
A simplicidade do amor
“É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações."
Khalil Gibran
E a sua complexidade
“O amor pode tornar-se então qualquer coisa de mais complexo e de mais generoso: complexo porque implica um reconhecimento de mais aspetos da personalidade, incluindo os que possam ser incómodos ou desagradáveis; generoso porque implica um reconhecimento de outra pessoa por direito próprio e uma preocupação a seu respeito.”
Nicola Abel-Hirsch Eros Almedina

A importância das ligações afetivas

























John Cacioppo neurocientista - Universidade de Chicago

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cardos sobre a inocência

Gustavo Fernandes Cardos 2006

“Sentir e desfrutar da humilhação do outro é o excitante e resolutivo prazer da personalidade sádica, o seu orgasmo”
António Coimbra de Matos Relação de Qualidade: Penso em Ti Climepsi Editores

Seja o ataque direto ou subtil, revela o não assumir o seu próprio sofrimento como responsabilidade sua.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dependentes do amor


Jean Arp Head and Shell

“De todos os tipos o mais importante representam-no os “love addicts”, “adictos do amor” – pessoas para as quais a afeição ou a confirmação que recebem dos objetos externos desempenha o mesmo papel que o alimento no caso dos adictos da comida. Não conseguem retribuir amor, mas têm necessidade absoluta de um objeto pelo qual se sintam amados, apenas, porém como instrumento com que obter gratificação oral condensada. Estes “adictos do amor” constituem percentagem elevada das pessoas “hipersexuais” que já descrevemos, candidatos frequentes a distúrbios maníacos – depressivos posteriores”.
Otto Fenichel Teoria Psicanalítica das Neuroses Ed. Atheneu

Otto Fenichel era psicanalista. Nasceu a 2 dezembro 1897, em Viena, e faleceu em 22 de janeiro de 1946, em Los Angeles

Paradoxo - Quem muito se protege, perde-se

Peter Blake, Illustrations to through the looking-glass

“Não pertencemos a nós próprias. Não somos pessoas, somos coisas. Ocupamos o primeiro lugar no seu amor-próprio, o ultimo na sua estima. “
Alexandre Dumas A Dama das Camélias

Instrumentalizados…pouco importa o que queremos ou o que sentimos. Utilizados em função das necessidades pessoais de quem assim procede. Manipulados, seduzidos ou explorados de um modo parasitário.
Se julgamos que se podem construir carreiras e vidas de êxito onde não há hesitações, só atropelos, para quem assim se constrói, na falta de sensibilidade empática, o outro é uma abstração, não encontrado em si mesmo.
Não se confia que é no interior das trocas emocionais que se pode inventar, descobrir-se e descobrir um outro, que mesmo nas suas imperfeições, tem qualidades que o podem enriquecer de um modo absolutamente original.
Este egocentrismo gera o vazio, fruto de todas as violências, a começar por ser destruidora de si próprio – quem muito se protege, perde-se.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como se eu fosse uma ideia !

Paolo Veronese, Unfaithfulness (detalhe)

“Como se fosse a ideia de algum homem! Como se eu existisse por um homem ter de mim uma ideia”. D.H. Lawrence , The Rainbow

Para quem conserva o direito de estar no coração do outro por aquilo que é, e rejeita ser tratada por aquilo que representa ou que ele imagina que se seja.
Para quem não se separa dos seus anseios e não se permite esconder de si própria. Para alguém que pretende um amor recíproco.