sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Se eu ousasse...



Paula Rego Mulher - Cão

“Se eu ousasse deixar correrem em mim os sentimentos que recalquei cá dentro, se por qualquer hipótese eu vivesse esses sentimentos, seria uma catástrofe.”
 Carl R. Rogers Tornar-se pessoa

Não se consegue bater com a porta, ser-se indiferente aos abusos, negligências, incompetências, injustiças, à falta de respeito.
Não se sente um grande vazio. Pelo contrário, estamos atulhados de doutrinas que nos provocam náusea e revolta. Ninguém pode imaginar. Aguenta-se à calada durante muitos anos e durante esse tempo reprimimos sentimentos e desapegamo-nos de nós mesmos. Perdemos a coerência. 
Fica assim embutido em nós, o medo que uma energia demoníaca se liberte por uma fresta.
Se nos libertarmos da ideia que a impotência é expressão do nosso falhanço, a raiva primitiva e potencialmente destruidora perderá a sua força. Mas precisamos primeiro, ajustar contas com a nossa bestialidade para alcançarmos uma forma mais elevada de visão espiritual.
É chegada a altura de definirmos aquilo em que nos queremos centrar?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Inverno chegou !


 Kevin Burg and Jamie Beck.

Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta.
Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. O dia 21 é igualmente curto até à casa dos segundos. A duração do dia será de:  9h e 8minem Bragança;  9h e 12min no Porto;  9h e 18min em Coimbra;  9h e 21min em Castelo Branco;  9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada;  9h e 37min em Faro;  10h e 0min no Funchal;
Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu. Fonte: http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2017/

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Desejar e não querer


Sarazhin Now here

Desejar e não querer 
Desejar e querer
Não desejar e não querer 
Não desejar e querer 

São os espaços onde tudo acontece, a existência, que às vezes se expande, outras recua, ora em função do desejo, ora em função do dever, numa entrega de violenta a mansa, nem sempre consciente.
Não se  pode viver à parte em uma outra condição alternativa, livre de sonhos, isenta da necessidade humana de desejar. Despedir-se do desejo seria a morte psíquica. Não se sobrevive no vazio.

Anabela Mota Ribeiro questiona o psicanalista Jaime Milheiro, sobre o desejar e não  querer estar em reunião familiar no Natal:

Anabela Mota Ribeiro: O que é isso de desejar e não querer?
Jaime Milheiro  (psicanalista): “Desejava ter uma reunião familiar, desejava ter um sentimento de ligação com as pessoas significativas da história da minha vida, mas as circunstâncias são de tal forma impeditivas disso que não quero.” A pessoa deseja mas acha melhor não cumprir esse desejo em função das circunstâncias. Não nega o desejo. Na expressão que usou há pouco [“As festas, o Natal, só espero que passem depressa”] as pessoas negam o desejo. Dizer que não tem desejo de reunião é desumano, é negar o lado humano, é voltar ao computador. Quem não desejar isso, ou já deu em serial killer, ou já morreu."

A entrevista completa está no site de Anabela Mota Ribeiro:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O que nos distingue

SophieTaeuber-Arp

Costumo pensar que o que nos separa é a cultura, entendida não como o conhecimento sobre as coisas, mas em aprender através das experiências emocionais que permitem a flexibilidade psíquica, admitir diversas realidades e outras formas de ser. 
Talvez a cultura entendida desse modo seja o que nos distingue, se esse processo de transformação envolver as capacidades de criar sentimentos e de digerir, metabolizar nas palavras de Claude Olievenstein*, sonhos ou fantasias no prazer (na criatividade) e não na dor (na destrutividade).
São estes os elementos humanos da nossa desigualdade, não a raça, nem a religião, nacionalidade ou classe.

* O homem paranóide, Editora Instituto Piaget

sábado, 14 de outubro de 2017

Videos das M.Talks do "O MENTAL – Festival da Saúde Mental"


M - Talks - Borderline

Visualizar os videos do  M-Talks  o mental festival de saúde mental (Alzheimer; alcooismo...) no YouTube.

O site do Festival: https://mental.pt/#festival

O festival teve como propósito combater o tabu e o estigma que envolve a saúde mentaltrazendo-a à discussão popular através do cinema, das artes e da informação.

Outra grande aposta foram são as M-Talks com convidados de renome nas várias áreas científicas e pedagógicase que estarão presentes nas três salas escolhidas: Cinema Amoreiras, Auditório da biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (ABMOR) e Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona.

Temáticas escolhidas para este ano: Borderline, Prevenção, Alzheimer e Alcoolismo.

Datas: Decorreu de  9 a 12 de novembro de 2017 em Lisboa

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Culpa e Vergonha



Café Filosófico
Com Julio Vertzmen - psicanalista e psiquiatra
Culpa e vergonha são dois aspectos do nosso universo emocional e afetivo, que se relacionam com o nosso sofrimento e que variam de acordo com o tempo e com a cultura. A vergonha hoje em nossa sociedade parece não ter a ver com dignidade, honra ou sobre ferir ideais éticos, públicos. A culpa, tradicionalmente se dá quando envolve uma vítima ou uma transgressão. Então qual o lugar que estes sentimentos ocupam hoje? Quando se sente culpa, e por que? Por quais motivos nos envergonhamos?