segunda-feira, 15 de agosto de 2016

As delícias da imaginação


O mundo virtual das relações amorosas. Uma nova forma de dependência: imaginar.

LISBOA



Embarque nesta aventura sobre a Cidade de Lisboa, a Praça do Comércio, Castelo de São Jorge e sobre o imponente navio de Cruzeiros Sea Viking.
Fotos e vídeos aéreos de Portugal:

sábado, 9 de julho de 2016

Vinculação: um amor tranquilo

Imagem do filme "O belo António"

“Este amor tão verdadeiro, tão profundo pode nada ter de erótico. Acontece ao homem amar profundamente uma mulher que lhe é indispensável, mas pela qual não sente qualquer desejo erótico…é capaz de fazer amor com todas as mulheres do mundo exceto com a sua. “
Francesco Alberoni O Erotismo

Com base nas minhas leituras dos clássicos, este laço afetivo com a mulher com quem não se tem relações sexuais, é a vinculação*, entendida por certos autores psicanalistas, Mary Ainsworth e outros, como sendo uma forma de amor em que os parceiros tendem a manter-se próximos um do outro, não por dependência, mas para satisfação de funções de apego, embora desprovidas das emoções da paixão.

A sua característica essencial, nas palavras de um outro autor, J. Bowlby, refere-se à escolha do parceiro. Na vinculação, a escolha não é feita ao acaso, se a ligação perdura, e tende para a durabilidade, ele é o preferido para satisfazer certas necessidades.
A minha vontade por escrever, neste momento, acerca deste tema, é naturalmente por considerar profícuo entendermos que o amor pode ser considerado um espetro, como um arco iris, que vai do êxtase amoroso até à vinculação tranquila, o que ajuda, penso eu, a compreendermos que se pode estar muito apaixonado por alguém fora do casal legal, mas permanecer-se ligado, e não dependente, do parceiro legitimo.

* A ideia é defendida por Boris Cyrulnik em Sob o signo do afecto

terça-feira, 21 de junho de 2016

Atlas das Emoções



ABOUT THIS ATLAS

This Atlas was created to increase understanding of how emotions influence our lives, giving us choice, (at least some of the time) about which emotion we are experiencing, and how our emotions influence what we say and do. While emotions are central to our lives – providing the joy, alerting us to threats, a force for change, a warning against what is toxic, and calling to others for help – we don’t choose what to feel or when to feel it. The Atlas of Emotions was created to give us more awareness of our emotions, and sometimes even some choice about what we are feeling, through better understanding of how emotions work.

sábado, 21 de maio de 2016

Pessoas difíceis

Henry Fuseli, O pesadelo

“…nos indivíduos neuróticos, por exemplo, muitas vezes não se sabe se estamos diante de uma atitude consciente ou inconsciente, uma vez que devido à dissociação de personalidade, ora aparece uma metade, ora outra, confundindo o nosso julgamento. Por essa razão é tão difícil conviver com pessoas neuróticas.”
C.G. Jung Estudos sobre a psicologia analítica

Acho muito relevante considerarmos que as pessoas difíceis são aquelas que não se dão conta que os seus pensamentos e sentimentos face a acontecimentos passados, são revividos no presente, de um modo mágico e animista, desenquadrados do contexto “… (estas atitudes inconscientes) são de outro universo e funcionam de acordo com uma outra lógica. É como se existisse dentro de nós um teatro, no qual vai decorrendo uma peça onde entram e saem personagens bizarras, que se relacionam entre si, de uma maneira diferente daquela que estamos habituados ou que conhecemos conscientemente” (Frederico Pereira), que na relação com um interlocutor na vida real, podem, ao ser despertadas, desumanizá-lo e agredi-lo.
Estas personagens coabitam no mesmo individuo, com outras, racionais e lógicas, sem que ele consiga através destas, tomar consciência do seu interior psíquico - dissociação de personalidade - e, dominar os seus "demónios."


domingo, 15 de maio de 2016


The Big SleepThe scene where Martha Vickers tries to sit in Humphrey Bogart's lap while he's standing up