quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Inverno chegou !


 Kevin Burg and Jamie Beck.

Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta.
Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. O dia 21 é igualmente curto até à casa dos segundos. A duração do dia será de:  9h e 8minem Bragança;  9h e 12min no Porto;  9h e 18min em Coimbra;  9h e 21min em Castelo Branco;  9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada;  9h e 37min em Faro;  10h e 0min no Funchal;
Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min.
Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.
A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu. Fonte: http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2017/

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Desejar e não querer


Sarazhin Now here

Desejar e não querer 
Desejar e querer
Não desejar e não querer 
Não desejar e querer 

São os espaços onde tudo acontece, a existência, que às vezes se expande, outras recua, ora em função do desejo, ora em função do dever, numa entrega de violenta a mansa, nem sempre consciente.
Não se  pode viver à parte em uma outra condição alternativa, livre de sonhos, isenta da necessidade humana de desejar. Despedir-se do desejo seria a morte psíquica. Não se sobrevive no vazio.

Anabela Mota Ribeiro questiona o psicanalista Jaime Milheiro, sobre o desejar e não  querer estar em reunião familiar no Natal:

Anabela Mota Ribeiro: O que é isso de desejar e não querer?
Jaime Milheiro  (psicanalista): “Desejava ter uma reunião familiar, desejava ter um sentimento de ligação com as pessoas significativas da história da minha vida, mas as circunstâncias são de tal forma impeditivas disso que não quero.” A pessoa deseja mas acha melhor não cumprir esse desejo em função das circunstâncias. Não nega o desejo. Na expressão que usou há pouco [“As festas, o Natal, só espero que passem depressa”] as pessoas negam o desejo. Dizer que não tem desejo de reunião é desumano, é negar o lado humano, é voltar ao computador. Quem não desejar isso, ou já deu em serial killer, ou já morreu."

A entrevista completa está no site de Anabela Mota Ribeiro:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O que nos distingue

SophieTaeuber-Arp

Costumo pensar que o que nos separa é a cultura, entendida não como o conhecimento sobre as coisas, mas em aprender através das experiências emocionais que permitem a flexibilidade psíquica, admitir diversas realidades e outras formas de ser. 
Talvez a cultura entendida desse modo seja o que nos distingue, se esse processo de transformação envolver as capacidades de criar sentimentos e de digerir, metabolizar nas palavras de Claude Olievenstein*, sonhos ou fantasias no prazer e não na dor.
São estes os elementos humanos da nossa desigualdade, não a raça, nem a religião, nacionalidade ou classe.

* O homem paranóide, Editora Instituto Piaget

sábado, 14 de outubro de 2017

O MENTAL – Festival da Saúde Mental




O festival tem como propósito combater o tabu e o estigma que envolve a saúde mentaltrazendo-a à discussão popular através do cinema, das artes e da informação.

Outra grande aposta são as M-Talks com convidados de renome nas várias áreas científicas e pedagógicase que estarão presentes nas três salas escolhidas: Cinema Amoreiras, Auditório da biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (ABMOR) e Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona.

Temáticas escolhidas para este ano: Borderline, Prevenção, Alzheimer e Alcoolismo.

Datas: Decorre de  9 a 12 de novembro de 2017 em Lisboa

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Culpa e Vergonha



Café Filosófico
Com Julio Vertzmen - psicanalista e psiquiatra
Culpa e vergonha são dois aspectos do nosso universo emocional e afetivo, que se relacionam com o nosso sofrimento e que variam de acordo com o tempo e com a cultura. A vergonha hoje em nossa sociedade parece não ter a ver com dignidade, honra ou sobre ferir ideais éticos, públicos. A culpa, tradicionalmente se dá quando envolve uma vítima ou uma transgressão. Então qual o lugar que estes sentimentos ocupam hoje? Quando se sente culpa, e por que? Por quais motivos nos envergonhamos?

terça-feira, 12 de setembro de 2017

TERRADOIS | Você tem medo de quê?


TERRADOIS é a nova série da TV Cultura que discute as principais questões da pós-modernidade. Neste SEGUNDO episódio, o tema é o medo que assola a sociedade pós-moderna

Você tem medo do quê? De engordar? Do câncer? De ser traído? De amar? De reportagens e entrevistas que desafiam sua forma de pensar? A lista é infinita. Segundo Jorge Forbes, de um vício, transformamos o medo em virtude. Psicanalista, doutor em Teoria Psicanalítica e em Ciências, é membro da Escola Brasileira de Psicanálise e Escola Europeia de Psicanálise. Exclusivo para a Fausto, o idealizador do programa TERRADOIS da TV Cultura, também vencedor de um Jabuti, é o segundo convidado da série Tempos Líquidos. Agora, e você? Acha que chegaremos longe tendo medo de tudo? Confira!
Entrevista em texto. Uma entrevista de Eliana Castro a Jorge Forbes::

domingo, 13 de agosto de 2017

O funcionamento limite

Roger Van Weyden

“ …(as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline) são pessoas que são capazes de organizar os pensamentos, mas são incapazes de os articular entre si.” 
Carlos Amaral Dias

Talvez não seja do senso comum saber-se que há investigadores que consideram que o Transtorno de Personalidade Borderline não é uma estrutura (como a neurose ou a psicose….), mas sim um estado da estrutura, designemos por funcionamento limite, que poderemos encontrar em qualquer estrutura (de personalidade),  ou manifestar-se num episódio em certas fases difíceis da vida em que as reservas se esgotam e o individuo descompensa.
Acho muito útil este conceito de funcionamento limite. No domínio cognitivo, o apontamento brilhante de Carlos Amaral Dias acerca do transtorno ou do modo de funcionar limite - a capacidade de criar pensamentos mas não os articular entre si. 
Para que tal fosse possível, seria preciso dialogar com os seus carrascos, pensar nos seus pensamentos, nas suas emoções, no acontecimento ausente, tolerar a frustração de uma mente povoada de dúvidas, incertezas e incongruências, e conseguir digerir a inveja.  
As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline ou com um funcionamento limite, são conscientes das contradições que fazem parte da vida, a inteligência permite, mas evitam o conflito interior que elas geram, podendo deixar-se apoderar pela destrutividade.
Esta unidade indivisível, leva a impasses existências, incapacidade de pensar, sensação de cabeça vazia, recusa de escolher, falsidade nas atitudes, ambivalência, rigidez afetiva e mental, ao agir (evacuar a frustração em vez de elaborá-la) para não deprimir e à deslocação para o social dos problemas pessoais que provocam conflitos interrelacionais.