quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O desprezo

Onda de debmphotos

“O desprezo sensação de autodefesa dos afortunados, é um afeto que não avaliamos, sem dúvida suficientemente, todas as consequências (Honneth, 2000). Ele desencadeia, em reação, novas vagas de emoções intensas. Para o melhor: uma imensa exigência de respeito. E para o pior: a raiva e o ódio, as explosões de violência súbita que o individuo desprezado já não pode conter”.
Jean – Claude Kaufmann A Invenção de si -uma teoria da identidade
A diferença entre os dois estados pode estar na presença ou na ausência do ódio.
Mas o desprezo é injustamente associado a um sentimento vil, resultado de uma falha na capacidade de resolução íntima das emoções, que nos deveria humilhar e culpabilizar, e que convém que seja superada por fragilizar o desejável vínculo social.
Raramente o consideramos uma qualidade dos afortunados que, sem ódio, ou depois de passada a fase deste, lutam pelo reconhecimento e autodeterminação, de si próprios ou de um povo.
Podemos não nos sentirmos confortáveis com a atribuição do conceito de desprezo nestas circunstâncias, e optemos por o substituir por outras forças de carater, tal como a coragem ou a extrema convicção do caminho a tomar. Mas a sua natureza permanece imutável: a defesa em ser tratado como uma pessoa perante um outro que lhe nega o lugar e os direitos, reais ou imaginários.
Uma entrevista com o sociólogo Jean – Claude Kaufmann, no passado dia 15 de outubro:

Sem comentários: