segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Complexos de inferioridade

Diálogo do filme Os Marretas "Talvez não precises que o mundo todo te adore, sabes?"

A necessidade de provas constantes que o outro (mesmo com pouco significado para nós), nos aprove, ou a insatisfação com a pessoa que somos, faz com que a frase de Satre passe a ser “O inferno somos nós”:

"Certas pessoas, por exemplo, sentem-se facilmente desoladas devido à falta de apreço, demonstrada inclusive por indivíduos que pouco significam para elas; o motivo é que, em suas mentes inconscientes, sentem-se indignas de atenção de seus semelhantes, e uma reacção fria confirma sua suspeita a respeito dessa indignidade. Outras acham-se pouco satisfeitas consigo mesmas (não em termos objectivos) das mais variadas maneiras, por exemplo, no que concerne à sua aparência, ao seu trabalho, ou às suas habilidades em geral. Algumas dessas manifestações são bem comumente, reconhecidas e foram popularmente designadas de “complexos de inferioridade”.
   As descobertas psicanalíticas revelam que sentimentos dessa natureza acham-se mais profundamente enraizados do que se costuma supor e estão associados a um sentimento inconsciente de culpa. O motivo por que algumas pessoas experimentam necessidade tão intensa de elogio e aprovação públicos, reside na necessidade que sentem de provas de que são amáveis, dignas de amor. Tal sentimento provém do temor inconsciente de serem incapazes de amar outras pessoas de maneira suficiente ou verdadeira, e particularmente de não serem capazes de dominar impulsos agressivos para com outros: temem constituir um perigo para o ser amado. " Melaine Klein

Melaine Klein e Joan Riviere Amor, Ódio e Reparação Imago editora

O artigo de Amanda L. Chan “We feel hurt even when strangers ignore us”, refere estudo, aqui.





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