sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O humor e a troça






Diálogo da série A Teoria do Big Bang: "Sou responsável pelo meu próprio orgasmo desde 1982".

"O que verdadeiramente distingue o humor patológico e patogénico é a sua natureza libidinal ou agressiva, um produto do amor ou do ódio, da esperança ou do desespero, um gesto de vinculação ou de rotura, pioético ou destrutivo; se é mais da linha histero-depressiva ou do trilho obsessivo – paranoico; se sai da alma de um cuidador ou da desalma de um perseguidor, da generosidade ou do egoísmo, da ternura ou da violência, da empatia ou do desprezo.
Indicador de um narcisismo sadio e resiliente, ao abrigo da ruina depressiva, o sentido de humor é o oposto da troça mordaz do outro, sinal de vulnerabilidade narcísica e fragilidade identitária, denotando o risco de colapso narcísico e rotura da identidade, de que o sujeito se defende pela projeção agressiva e desvalorizante.”
António Coimbra de Matos Relação de qualidade, penso em ti Climepsi
Por isso a troça magoa tanto. Porque é uma manifestação do desprezo (que é uma manifestação de ódio).
Por isso o humor, com ternura,  sobre as nossas imperfeições, nos une. Porque é sinal de que nos aceitam tal como somos, sem ser preciso disfarçarmos. E também ajuda a aliviar a tensão.

O humor como manifestação de resiliência:
Nicholas A. Kuiper, Humor and Resiliency: Towards a Process Model of Coping and Growth Europe's Journal of Psychology vol 8, nº 3 2012, em  http://ejop.psychopen.eu

E também Bad Humor, Bad Marriage: Humor Styles in Divorced and Married Couples, aqui.


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